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terça-feira, 16 de maio de 2017

Polícia investiga execução de travesti


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O assassinato de mais uma travesti, ocorrido domingo (14), em Juazeiro do Norte, está sendo investigado pelo Núcleo de Homicídios e Proteção à Pessoa da 20ª Regional da Polícia Civil do Ceará. Segundo o titular do Núcleo, delegado Giovani Aquino, a vítima, registrada como Francisco Carlos de Miranda, 31, sofreu algumas perfurações de arma branca. O crime ocorreu no bairro Triângulo. A travesti era conhecida como Ketlin.
Informações repassadas no local do crime à PM dão conta que um homem abordou Ketlin e a golpeou com uma faca. A vítima não resistiu aos ferimentos e morreu. A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) esteve no local do crime e recolheu o corpo da vítima para exame de necropsia. A investigação do caso foi encaminhada ao Núcleo de Homicídios, na manhã de ontem.
"Não temos ainda muitas informações sobre o caso, até porque aconteceu no fim de semana e só recebemos hoje de manhã (ontem). O inquérito foi instaurado e a equipe já começou a realizar diligências", explicou o delegado Giovani Aquino.
De acordo com Aquino, um homem que se identificou como parente da travesti prestou depoimento e disse desconhecer quem pode ter cometido o crime ou a motivação.
Ainda segundo o delegado, existe a suspeita de que Ketlin fazia programas próximo ao local onde foi morta. "A priori, estamos tratando como um homicídio simples. Não sabemos se tem relação com a atividade que ela exercia, não sabemos se é crime de ódio. Ainda não descartamos nenhuma hipótese", afirmou Aquino. A vítima não tinha antecedentes criminais.
Casos anteriores
Pelo menos três assassinatos de travestis aconteceram neste ano. A primeira vítima foi Dandara dos Santos, espancada e morta por um grupo de homens, no bairro Bom Jardim, no dia 25 de fevereiro. Onze suspeitos do crime foram capturados.
As mortes de Hérika Izidório e Priscila não tiveram a mesma solução pela Polícia. Hérika foi espancada até a morte, arremessada da passarela da Avenida José Bastos, em fevereiro, e morreu no Instituto Doutor José Frota (IJF) dois meses depois. Ninguém foi preso até o momento.
Já Priscila foi agredida e morta, no Conjunto José Walter, no dia 16 de abril. O caso também não foi elucidado pela Divisão de Homicídios.

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