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domingo, 6 de agosto de 2017

Rodrigo Maia tenta suspensão de depoimento

O democrata é um dos cinco parlamentares acusados de receber pagamentos por causa de aprovação de medidas provisórias ( Foto: Agência France Presse )
00:00 · 05.08.2017
Brasília. O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a suspensão do depoimento que prestará à Polícia Federal (PF), marcado para terça-feira da semana que vem. Ele vê irregularidades no ato da PF que definiu a data. Maia também solicitou que um dos inquéritos da Lava-Jato abertos no STF em razão da delação de executivos da Odebrecht - e no qual está previsto seu depoimento - seja dividido em dois. Em um deles, Maia ficaria sozinho. No outro, continuariam na lista de investigados os senadores Romero Jucá (PMDB-RR), Renan Calheiros (PMDB-AL) e Eunício Oliveira (PMDB-CE), além do deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA).
No inquérito 4437, um dos abertos no STF após a delação da Odebrecht, os cinco parlamentares são acusados de receber pagamentos por causa da aprovação de medidas provisórias (MPs) que beneficiariam a empresa. Mas a defesa de Maia destaca que um dos delatores, o executivo Cláudio Melo Filho, disse que o atual presidente da Câmara nada fez para ajudá-lo. A decisão de aceitar ou não os pedidos caberá ao ministro Edson Fachin, relator dos processos da Operação Lava-Jato no STF.
"Tenho certeza absoluta que ele nada fez. Acho até porque não era do Estado dele. Não dizia respeito a ele. Era setor petroquímico", disse Cláudio Melo Filho no depoimento de sua delação citado pela defesa de Maia.
O depoimento de Maia à PF, previsto para o dia 8 de agosto, foi marcado no mês de julho, durante o recesso do STF. Na avaliação dos advogados, isso prejudicou o exercício do direito de defesa.
O pedido é que o depoimento fique suspenso até que haja uma decisão sobre o desmembramento da investigação.
No Congresso, segundo Rodrigo Janot, com base nas delações da Odebrecht, a aprovação das medidas provisórias teria resultado no pagamento de R$ 4 milhões destinados a Jucá e Renan. O presidente do Senado, Eunício Oliveira, é acusado de ter recebido R$ 2 milhões. Rodrigo Maia e Lúcio Vieira Lima teriam faturado R$ 100 mil cada.

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